A vida social refere-se à interação e relacionamento entre indivíduos dentro de uma sociedade. Envolve atividades sociais, culturais e comunicativas que ocorrem em grupos, comunidades ou sociedades, influenciando as experiências, comportamentos e conexões humanas.
Essa interação pode abranger desde conversas cotidianas até participação em eventos sociais mais amplos, contribuindo para a construção de identidade e pertencimento.
A vida social desempenha um papel crucial para uma vida saudável em diversos aspectos. A interação social oferece suporte emocional, reduzindo o estresse e promovendo o bem-estar mental.
Relacionamentos sociais sólidos podem contribuir para a resiliência emocional em tempos difíceis. Além disso, a participação em atividades sociais pode estimular a mente, promover a aprendizagem e fornecer oportunidades para o desenvolvimento pessoal.
Conexões sociais também desempenham um papel na promoção da saúde física, pois podem influenciar hábitos de vida saudáveis, como a prática de exercícios físicos e uma dieta equilibrada. Assim, a vida social não apenas contribui para a felicidade e satisfação pessoal, mas também desempenha um papel integral na promoção de uma vida saudável e equilibrada.

Nos tempos modernos, a vida social passou por diversas transformações devido aos avanços tecnológicos e mudanças na dinâmica social. As redes sociais digitais desempenham um papel significativo, permitindo que as pessoas se conectem globalmente, compartilhem experiências e mantenham relacionamentos à distância. No entanto, essa conectividade digital também pode trazer desafios, como a superficialidade das interações online e o impacto nas relações pessoais.
A vida moderna muitas vezes está associada a agendas ocupadas e ritmos acelerados, o que pode afetar a qualidade do tempo dedicado às relações sociais face a face. Adicionalmente, as questões de privacidade e a rapidez da informação influenciam a forma como as interações sociais são conduzidas.
É importante encontrar um equilíbrio entre as conexões digitais e as experiências sociais presenciais para garantir uma vida social saudável e significativa nos tempos modernos.

A Psicologia é uma parte da Filosofia que trata da alma e das suas manifestações, além do estudo dos fenômenos psíquicos. Já a Psiquiatria se trata de doenças mentais e do respectivo tratamento.
Podemos entender que a Psicologia é a ciência da alma, que cuida do aspecto social e comportamental das pessoas. Enquanto isso, a Psiquiatria é a Medicina da mente, que cuida da parte fisiológica e química envolvendo o cérebro humano.
A depressão é um transtorno mental comum e uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Globalmente, estima-se que 300 milhões de pessoas são afetadas por essa condição. Portugal ocupa a 5ª posição entre os países com mais casos – cerca de 8% dos portugueses estão diagnosticados com essa perturbação.
A depressão é caracterizada por tristeza, perda de interesse ou prazer, sentimentos de culpa ou baixa autoestima, sono e apetite alterados, cansaço e falta de concentração.
Quem sofre com essa condição pode também ter múltiplas queixas físicas sem nenhuma causa aparente. A depressão pode ser de longa duração ou recorrente, prejudicando substancialmente a capacidade das pessoas de serem funcionais no trabalho ou na escola, assim como a capacidade de lidar com a vida diária. Em seu estado mais grave, a depressão pode levar ao suicídio.
A ansiedade é uma reação normal ao perigo ou ao stress do dia-a-dia. Pode ser entendida como uma sensação de medo perante uma ameaça ou uma preocupação perante algo que poderá acontecer e que tememos ser negativo.
Existem diversas perturbações de ansiedade: as fobias, ataques de pânico, a perturbação de ansiedade generalizada (sintomas físicos), stress pós-traumático.
O diagnóstico pode ser feito pelo médico de família ou, em casos mais complexos, pelo médico especialista em psiquiatria. O diagnóstico é sempre de exclusão, ou seja, primeiro é fundamental excluir problemas de saúde que tenham sintomas semelhantes e pode ser necessário pedir exames complementares.
A perturbação bipolar é uma doença mental em que as pessoas passam por alterações de humor com crises recorrentes de depressão ou mania/hipomania.
Os sintomas dos episódios depressivos são os mesmos que se manifestam em quem sofre de depressão não bipolar: tristeza profunda e persistente, alterações no sono (insônia ou hipersônia), redução do apetite, irritabilidade ou agitação, dificuldades de concentração e em tomar decisões, fadiga ou perda de energia, sentimentos de culpa e impotência, pensamentos suicidas. Há vários fatores que predispõem para a doença, mas o seu conhecimento ainda não está completamente estudado.
Cerca de 80-90% dos indivíduos com perturbação bipolar tem um familiar com essa doença ou com depressão. Além disso, os fatores ambientais também têm uma grande influência (stress extremo, distúrbios de sono, drogas e álcool podem desencadear episódios em pacientes mais vulneráveis).
A perturbação bipolar começa tipicamente na adolescência ou durante o início da vida adulta e permanece ao longo de toda a vida. Ou seja, metade dos casos manifesta-se pela primeira vez antes dos 25 anos de idade. Contudo, pode começar mais cedo ou em fases mais tardias da vida. Não há nenhum tratamento que cure a doença por completo.
Como a sua causa exata ainda não foi determinada, é especialmente importante conhecer os seus sintomas e procurar intervenção precoce. O uso regular e contínuo dos medicamentos prescritos pelos médicos especialistas pode ajudar a controlar episódios de mania e de depressão.
A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica grave, crônica e incapacitante, muitas vezes incorretamente descrita como "desdobramento de personalidade". Afeta de forma profunda a forma de pensar da pessoa, a sua vida emocional e o seu comportamento em geral.
Os esquizofrénicos raramente são violentos, embora os delírios de perseguição e o uso de drogas aumentam esse risco. Quando a violência ocorre, atinge geralmente os membros da família e ocorre dentro de casa.
Atinge cerca de 1% da população e tende a manifestar-se no final da adolescência. Embora não faça distinção entre sexos, raças ou culturas, as populações mais afetadas são as rurais e os grupos sociais com baixo nível socioeconómico e cultural.
O aparecimento da doença é mais precoce em indivíduos do sexo masculino (entre os 15 e os 25 anos) e mais tardio em pessoas do sexo feminino (entre os 25 e os 30 anos). É uma patologia que raramente ocorre depois dos 45 anos.
A genética é importante para a esquizofrenia. Embora a doença afete cerca de 1% da população, ela atinge 10% das pessoas que têm um familiar em primeiro grau com esta patologia. Pensa-se que, em muitos casos, é necessária uma interação entre a genética e o meio ambiente para que se possa desenvolver, embora essas interações sejam pouco conhecidas.
Embora não exista uma maneira comprovada de prevenir ou até mesmo cura, parecem existir formas de a tornar menos provável com o controle das consequências de alguns eventos da vida importantes como a depressão pós parto, situações traumáticas durante a infância e consumo de drogas.
É um termo abrangente que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais. A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135.5 milhões. Em Portugal, apontam para mais de 193 mil e 500 pessoas com demência (Alzheimer Europe, 2019).
Alguns sintomas iniciais de demência são (Perda de memória frequente e progressiva, Confusão, Alterações da personalidade, Apatia e isolamento, Perda de capacidades para a execução das tarefas diárias.).